Mostrando postagens com marcador charge. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador charge. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de abril de 2009

Em tempos de crise...

Nada melhor que uma charge sobre crise, não é verdade?



A gente pode ver com a charge um dos conceitos de Henri Bergson, do seu livro "O Riso": a mecanicidade das ações.

A mulher repete a todo momento "tudo bem, eu sou economista, durante uma crise...". A partir da 3ª vez, começamos a rir, pois já sabemos que ela, enquanto economista, se conformará com a situação que o homem a coloca e conseguirá uma explicação econômica para isso.

Rimos também das atitudes do homem, que é mecânica - já que é o que toda mulher espera que todo homem faça -, mas mal sucedida. Ele quer agradar à mulher - dar flores, jantar fora, ir a um motel -, mas em todos os casos ele não consegue 100% de sucesso, já que o dinheiro está curto (o que, na visão feminista, pode não passar de safadeza!).

Por fim, rimos da explicação da mulher, em termos econômicos específicos, para o péssimo desempenho sexual do parceiro. Já sabíamos que ela sempre dava explicações econômicas para as situações, mas rimos porque não esperávamos que de tão automática ela daria uma explicação com esse caráter para um momemto mais íntimo.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O Red Neck e os "invasores"


Essa charge é muita acertada, pois trabalha muito bem com duas categorias de piadas. Primeiramente, temos o conhecimento prévio. Sem saber da história norte-americana, a piada não faz sentido. Aliás, a charge sequer cita que o rapaz irritado é norte-americano. É preciso saber que os anglo-saxões povoaram os EUA, que o país teve, ao menos no sul, mão de obra escrava vinda da África, que há uma forte imigração para os EUA de países vizinhos de colonização espanhola (e os americanos acham que todos são mexicanos) e que existe um pensamento xenófobo no país, corporificado no esteriótipo do red neck (caipira) sulista, caracterizado na charge pelo uso do macacão azul e pelo cabelo ruivo.

A segunda categoria, e que dá o grande arremate para a charge, é a pressuposição e a interferência (que é aquele tipo de piada que deixa o interlocutor completar a deixa cômica, fazendo-o pensar, mesmo depois que a piada termina). Normalmente, a deixa para que o ouvinte de uma piada complete-a é a frase final; nesse caso, a imagem, sem diálogo cumpre esse papel. Não está explicito, mas imaginamos o americano se roendo de raiva sem saber pra onde mandar o pobre do índio. Podemos ir além, o americano pode estar concluindo que quem tem de ir embora é ele mesmo, de volta para a Europa.

A cereja do bolo é ver um americano se dar mal. Adoramos!