sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Atualizações do blog...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Humor no mergulho
O mergulho é mais que um esporte ou um meio de observar a vida marinha... O mergulho é também uma grande fonte de piadas e gracinhas em relação à condição dos amigos.
Para quem não tem muita idéia do que é mergulho, uma breve explicação sobre como ele funciona: Primeiro, há dois tipos de mergulho, o autônomo e o livre, ou apnéia.
O autônomo é aquele no qual as pessoas usam cilindros de ar comprimido e todo aquele equipamento tipo “astronauta na Lua”; O segundo, o mergulho livre, é feito apenas com o ar “guardado” nos pulmões, ou seja, segurando o fôlego mesmo. O mergulho livre é feito sem equipamentos ou apenas com máscara, snorkel e nadadeiras (Não, aquilo não se chama pé-de-pato!).
No autônomo, só se mergulha em duplas, com, no mínimo, uma pessoa junto com você, por questão de segurança. Essa pessoa é chamada de dupla ou dive-buddy.
Como todo esporte, hobby ou atividade de lazer, o mergulho tem suas piadinhas, a maioria internas. Explico: Os mergulhadores acham que fazem algo realmente legal, impressionante e diferente e gostam de se destacar atrvés de suas piadinhas. Além disso, realmente conhecem e falam de equipamentos, seres vivos e lugares que muita gente não conhece, por isso a exclusividade.
As piadinhas internas são ótimas para quem está dentro de um grupo, mas péssimas para qualquer um que não tenha noção do assunto comentado. Por isso, sigo explicando algumas coisas.
Há algumas características dos mergulhadoes que rendem comentários e gracejos variados. Como, por exemplo, o fato de que eles são seres um tanto quanto nojentos, cospem nas máscaras e espalham o cuspe por uns minutos, num ritual que demanda técnica e paciência, pois aquele cuspinho de espumas vai servir como o melhor adstringente e deixar o mergulhador tranquilo e com a máscara “limpinha” (sem embaçar) o mergulho todo. Depois de espalhar o cuspe, enxaguam com água do mar ou da piscina (imagine o tanto de saliva numa piscina de escola de mergulho).
Mergulhadores também fazem xixi nas roupas de neoprene (se não enxaguar na volta ao barco fica aquele cheiro) e volta e meia tem fluídos saindo pelo nariz quando retornam à superfície... Esse tipo de coisa.
Todas as pessoas que começam a mergulhar e dão continuidade à atividade, mergulhando pelo menos uma vez por mês, ficam mais engraçadinhas e aumentam sua rede social, fato!
Imagine só a situação: você sai para mergulhar com uma turma, eles te vêem cuspindo, fazendo xixi, limpando os seios da face com aquela assoada no mar, vomitando por causa do enjôo causado pelo balanço do barco e ainda rola a maior cumplicidade na hora de dividir os Dramins e Meclins (remédios anti-enjôo)... Não tem como não ficar íntimo!
OK, também há motivos mais delicados que fazem as pessoas se tornarem amigas graças ao mergulho: as coisas lindas que todo mergulho tem! Sim, há coisas bonitinhas, por que mesmo que a água não esteja transparente, no melhor estilo caribenho, sempre há um belo peixinho, corais, cavalos-marinhos, estrelas e toda uma infinidade de vida, mesmo que de pequenas criaturinhas, que encantam os mergulhadores.
Há também a sensação incomparável de estar voando (isso para os mais experientes ou talentosos, que conseguem se manter horizontais e neutros durante o mergulho) que faz qualquer um querer dar cambalhotas e relembrar a infância. Há os lindos passeios de barco, até chegar no local do mergulho, as conversas, a sensação única e mágica de conhecer outro mundo, de ver e sentir a vida embaixo do mar, de se sentir pequeno na imensidão dos oceanos. Compartilhar essas experiências, sensações e emoções cria um laço afetivo que só entende quem mergulha.
Como não fazer amizade com um dupla que viu a mesma linda e graciosa Tartaruga- verde que você viu? Ou aquele peixinho inocente?
Aí, depois das lindas amizades e toda essa parte sentimental, vem a intimidade e, com ela, as piadinhas. Sempre tem aquele Dive Buddy que parece não curar sua narcose nem na superfície.
Ops, piadinha interna! Explico de novo: A partir dos 35 metros de profundidade, mais ou menos (varia de pessoa para pessoa), o nitrogênio sob pressão que inspiramos se torna tóxico. E, uma vez que respiração implica levar os gases que inspiramos para o sangue, esse nitrogênio tóxico vai “direto na veia”. Aí é divertido, parece que o mergulhador está realmente sob efeito de alucinógenos e dependendo do tipo da pessoa a narcose pode parecer resultado só de um baseadinho de leve ou de um super ácido.
Tem os que ficam narcosados e riem loucamente, alagando suas máscaras, tem os que querem compartilhar ar com os peixes e tentam dar seus reguladores para eles, tem os que simplesmente cantam... Sim, cantam! Com ou sem o regulador na boca (o segredo é fazer uma voz bem fininha que dá pra entender debaixo d’água) e há os que dançam a macarena e fazem caretas lindas com suas máscaras.
A narcose é demais! Se seu dupla- amiguinho narcosar antes que você, pode ter certeza que você vai rir muito dele e contar pra todo mundo depois, podendo até aumentar ou inventar, já que a melhor característica é que depois que volta para profundidades mais rasas, a pessoa afetada sofre uma amnesia total do período passado sob efeito da narcose. É, o melhor de tudo, realmente, é que ninguém jamais se lembrará das bobagens que fez sob o efeito do nitrogênio! Piada de narcose é tipo piada de bêbado...
Sempre tem também as piadinhas do tipo curso básico, quando o instrutor diz que há dois tipos de mergulhadores: os que fazem xixi na roupa e os que mentem; ou quando o instrutor muito bacana diz pro aluno (que geralmente está com medo de seu primeiro mergulho) que deve-se mergulhar em dupla para que, caso você encontre um tubarão, sua chance de ser atacado seja de 50%, não de 100%.
Observação importante: tubarões não atacam (quase nunca) mergulhadores!
Há alguns comentários próprios de grupos de mergulhadores, como dizer que alguém só pode ser bonito dentro OU fora da água, pois quem fica bem de máscara é, geralmente, muito feio. Comece a reparar, é verdade!
As mentiras são outra fonte de risadas inesgotáveis. Mergulhador mente muito mais que pescador, sem dúvidas. É comum um dupla ficar falando pro outro, de volta ao barco: “Como você não viu aquela arraia? Já sei, você tava olhando pros corais”, aí pode-se substituir arraia por tubarão, gofinho, polvo multi-colorido, baleia, tartaruga ou qualquer outro animal não tão comum de se ver e que, quando um vê, todos vêem.
Se você mergulhar no Caribe ou em qualquer lugar de língua espanhola, vai ouvir muito a palavra Buceo, que significa mergulho em espanhol. Mergulhador, portanto, é buceador. Imagine o tanto de piadinhas que os brasileiros inventam: “Buce o quê?”.
É, como todo grupinho de gente adulta, feliz e faceira (e também meio boba) que compartilha dos mesmos gostos, o dos megulhadores tem suas piadinhas internas, suas zoações escancaradas e suas risadinhas de cumplicidade.
E viva o humor... Até embaixo d’água!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Ensaio sobe a piada interna
Acho que nenhum teórico estudou a piada interna, mas acredito que ela mereça um capítulo próprio nos anais do humor. Mais do que entender o humor e o porquê rimos, a piada interna ajuda a entender a humanidade.
A necessidade de sentir-se parte de um grupo e a busca de uma identidade estão muito presentes nesse tipo de humor. A situação engraçada pode remeter a algo vivido anteriormente por um grupo de pessoas, ou a um jogo de palavras e situações que só façam sentido para determinado grupo (profissional, religioso, musical, literário, etário etc). O ridente sente-se exclusivo, sente-se parte de um grupo. O contrário pode deixar alguém um tanto quanto sem graça; quem já não se sentiu excluído por não entender alguma piada interna.
Isso nos leva a outra questão muito humana: o prazer em excluir. A piada interna contada apenas entre quem a entende não é uma piada interna, é apenas uma piada ou uma situação engraçada. O adjetivo “interna” só passa a existir quando existem externos à piada. A graça parece aumentar quando pessoas ao redor não entendem a situação. Ao tentar explicar uma piada interna para um terceiro, o esforço de pensar na graça da piada pode tornar o riso incontrolável, o que deixa o excluído mais irritado com a situação (ou você nunca viu alguém rindo sem conseguir contar o porquê?).
Quem sabe por que está rindo, sente o gostinho da informação exclusiva, de portar um segredo saboroso, que perderá o gosto se compartilhado (nunca o terceiro vê tanta graça quando explicada a piada, aliás, piada explicada nunca tem graça).
Observe que alguém, após rir desesperadamente sem que haja motivo aparente, se levanta enxugando as lágrimas com a mão e, quando indagado do que estava rindo, costuma responder indiferente: nada, é uma piada interna.
Para a satisfação do ridente, os demais ficam com cara de paisagem, indagando-se o que seria aquele riso tão profundo. Muitos até ficam com a pulga atrás da orelha, imaginando se não estariam rindo dele. Outros, ficam bravos, acham falta de educação. Os mais gentis e compreensivos, conseguem rir; uns para não ficar com cara de paisagem, outros contagiados pelos risos de quem entendeu.
O fato é que sempre é melhor estar dentro do grupo que entendeu a piada, saindo por cima, pisando nos reles mortais que bóiam no assunto, com interrogações quase visíveis pairando sobre suas cabeças.
domingo, 31 de maio de 2009
pela última vez...
para quem achou bom, o link para o blogue é http://renfolio.blogspot.com/
ah, também lembrei do negócio do nosso flash mob, que a Paula tinha pensado! nosso blogue não é sobre o riso? tive uma ideia um tanto quanto absurda, mas flash mobs são absurdos! a gente divulga um dia do próximo semestre para que todas as pessoas se juntem ali naquele parque aonde tem as pistas de corrida da FEF. quando todos chegarem, um de nós, com um amplificador daqueles ou sei lá, dá o sinal para que todos comecem a rir. pode ser de forma forçada no começo, mas todo mundo sabe que quando você vê outra pessoa rindo, acaba achando graça uma hora! aí, depois de 5 minutos, todos param e voltam para aonde vieram - após outro sinal, claro. se for bem divulgado, acho que dá certo!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Riso bêbado
Daí facilmente vem o riso. A bebida tem o poder de deixar todos mais descontraídos e à vontade. Perdemos a noção de certos parâmetros e tendemos a achar tudo mais engraçado, por mais que às vezes certas situações não o sejam. O riso bêbado não é forçado, é uma risada gostosa e espontânea, melhor ainda se for com os amigos.
Beber com os amigos é muito bom, pois é certeza de muitas risadas e lembranças engraçadas. Afinal, quem não bebe não tem história. Quer dizer, muitas histórias boas e hilárias surgem num momento de bebedeira. No JUCA (Jogos de comunicação e artes), por exemplo...(se bem que o que acontece no JUCA, fica no JUCA). Rir com os amigos é o que há de melhor. Às vezes rimos tanto que chegamos a perder o fôlego. Quem nunca teve um ataque e ficou depois com a barriga ou as bochechas doendo? Ou então passou mal de tanto rir? É claro que isso é válido para qualquer situação de riso.
O uso da bebida em excesso pode causar situações constrangedoras. Tem gente que não vai se lembrar de ter dado um vexame ou de ter dito certas coisas. Afinal, como diria um grande amigo meu, a bebida entra e a verdade sai, ou "se eu não lembro, não fui eu que fiz". Cuidado com o que se diz, principalmente se houver muitas testemunhas e uma câmera filmando. Tem sempre um com uma maquina fotográfica pra capturar o seu pior momento bêbado. Registro de uma situação que, com certeza, garantirá futuras risadas, quando aquele churrasco ou festa for relembrado.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Já era!
O primeiro problema apareceu antes mesmo de ter o jornal em mãos: é impossível encontrá-lo em qualquer banca de revistas da cidade. Os únicos pontos de venda são pessoas contratadas pela empresa para que penduram em seus ombros quilos e mais quilos do diário para vendê-los por ônibus circulares e bairros da periferia da cidade. Resumo da obra: eu teria de andar de circular às 7 da manhã para comprar o bendito!
Mas meu santo é forte. Ou pelo menos foi por um dia. Depois de vasculhar por algumas bancas, voltei desiludido para casa. Mas, lá aconteceu o milagre: a edição do dia do Já estava na mesa da cozinha, esperando pela minha chegada. Calma, não foi um milagre de verdade. O fato é que a empregada doméstica que trabalha na minha casa compra o jornal todos os dias na vinda para o trabalho. Não é que eu fui descobrir um estoque do bendito jornal em casa?
Bem, superado o problema inicial, me defrontei com outro logo nos segundos iniciais de leitura, quando li as chamadas de capa. Deixando toda a masculinidade de lado, levei um susto com a frase de destaque. “Samurai gay mata namorado com espada” era ela. Podem admitir, eu sei que se assustaram também. Não é só a retratação absolutamente esdrúxula dos personagens que assusta, mas também a violência do ato narrado. Depois chamam a Veja de sensacionalista.
Mas não parou por aí. A grande maioria das chamadas da capa falava de violência, estupros, seqüestros e assassinatos da mesma forma que a frase principal. Imaginem só se o Já existisse na época em que assassinaram o Kennedy: “ Retardado mental enfia bala na cabeça do presidente comedor de Mc Donald’s”. Lamentável. E as matérias seguiam nos mesmos moldes dos títulos: com caracterizações completamente desrespeitosas das fontes e uma linguagem muito próxima daquela que é falada pelo público alvo do veículo.
Já ouvi alguns elogios para esse jornal. Pessoas dizendo que ele está fazendo as “informações” chegarem a todas as classes. Eu acho que algumas pessoas confundem informações com carnificina e mulheres saradas.
Quase na mesma proporção da chamada principal, uma foto de uma modelo loira seminua ilustrava a capa. Em todas as edições uma bonitona é mostrada na primeira página. Faz parte de um projeto do jornal feito para fazer a informação chegar às classes baixas chamado “Gostosa do Dia”. Se tamanho de bumbum fosse quantidade de informação, eles deveriam ganhar o prêmio Pulitzer.
Mas e aquelas que não conseguem o título de gostosa da semana? Podem ficar tranqüilas, tem espaço para vocês também. É só mandar para o jornal uma foto de biquíni e segurando um guarda-chuva que vocês devem sair em uma das sessões: a previsão do tempo. É isso mesmo: todas as temperaturas e previsões ficam ao lado da mulher do tempo do dia.
É por isso que concordo quando dizem que brasileiro é criativo, malandro, dá seu “jeitinho” em tudo. Enquanto a educação brasileira não dá condições mínimas para alfabetizar a população e muito menos para formar leitores com algum senso crítico, alguns malandros brasileiros se aproveitam para adequar os veículos de comunicação às tendências do mercado.
É rir para não chorar.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Chorar... de rir
Engano
Estava ela no colégio esperando seus pais. Avistou o carro deles, entrou e fechou a porta. Tudo bem até aí, não tivesse ela entrado no carro errado. Que situação... Envergonhada, ela se desculpou e saiu apressadamente do carro. Se foi estranho pra ela, imagina pros pais que estavam ali. Devem ter pensado que se tratava de um assalto, de uma brincadeira, menos de um engano. A situação garantiu boas risadas para ela depois. Moral da história: cuidado antes de entrar no carro..... dos outros!!!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Do que você costuma rir?
Sobre argentinos...
Dizia o francês: - Olhem, como os dois são bonitos! Ele alta e magra, ele másculo e bem cuidado; devem ser franceses!
E o inglês: - Que nada, veja os olhos deles, frios, reservados... só podem ser ingleses!
Por fim, o brasileiro: - Discordo totalmente! Olhem bem... não têm roupas, não têm casa, só possuem uma maça para comer e ainda pensam que estão no paraíso. Só podem ser argentinos!"
Essa é apenas uma entre tantas outras piadas sobre argentinos. Coloquei-a aqui para fazer alusão ao texto sobre comicidade que nos mostra várias teses a respeito do riso e, entre elas, cito a que mais chamou minha atenção: "Por mais franco que o suponham, o riso esconde uma segunda intenção de entendimento, eu diria quase cumplicidade, com outros ridentes, reais ou imaginários. Muitos efeitos cômicos são intraduzíveis de uma língua para outra, sendo portanto relativos aos costumes e às idéias de uma sociedade em particular...". ("Da Comicidade em geral/ A comicidade das formas e a comicidade dos movimentos/ Força e expansão da Comicidade"; p.5).
Ou seja, piadinhas sobre argentinos geralmente são engraçadas porque escondem segundas intenções que só podem ser compreendidas por brasileiros. Usem a imaginação ;)
p.s.: Argentinos e simpatizantes, me desculpem... Mas preciso fazer bastantes postagens.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Estou rindo de prazer...
Pois é! E não é que a gente ri de pura alegria? A gente não ri só porque o outro caiu e se esfolou; porque aquela bruaca peituda tomou aquele merecido pé na bunda; porque aquele inteligentíssimo tinha um pedaço de alface no dente. A gente não ri apenas da desgraça alheia, embora (por desgraça nossa) estejamos mais acostumados a isso, mais sintonizados com esse riso que tem lá seu quê de diabólico.
Ora vejam: a gente ri porque está feliz!!!! Pura e simplesmente... Meu sorriso está na minha cara porque (que absurdo!) estou achando o dia de hoje lindo e porque pude estar ao lado de pessoas igualmente lindas, lendo textos que muito enalteceram meu caráter (muitos até ouviram as palavras poéticas sopradas entre as folhas...). Sei. É cafona achar as coisas lindas... Mas já que a Samantha abriu a onda dos desabafos...
Lembrei-me desse riso de prazer quando vi as cenas da campanha da t-mobile. E me lembrei de que talvez o melhor dos risos não seja aquele de quem ri por último, mas de quem ri junto. E aquele de quem está junto não porque está contra alguém, mas a favor de todos. Essa é a verdadeira onda boa. E quem achar isso cafona, pode rir! Sozinho.....
Então... não sei o que fazer para colocar um video aqui....
http://www.youtube.com/watch?v=orukqxeWmM0
Podem rir, que eu rio junto!!!!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Desabafo
Quem nunca se sentiu um “Alien” por muitas vezes não achar graça nas conversas entre amigos em que todos se divertiam menos você? Ou por ter dito “Não tenho orkut”? Vivemos sob pressão o tempo todo! Temos que ser bonzinhos, felizes, bonitos, bem-humorados e INFORMATIZADOS. Atualmente, se você não possui uma página na WEB deixa de ser interessante entre a galera. O engraçado é que ninguém pede o telefone, querem saber o ORKUT, MSN, EMAIL, FACEBOOK, MYSPACE etc.
Mesmo sem nenhum talento para postar em blogues e sendo sem graça estou aqui no “ridentes”. Espero que vocês se divirtam com as minhas postagens. Ou não, se levarmos em consideração o fato de que a minha querida professora – não é ironia-, é uma das leitoras e estaria esperando por esta postagem a muito tempo.
Ao ver o post “Ojeriza pelo novo” me identifiquei e percebi que sofro desse mal, pois assim como o personagem, que sente ojeriza por novidades e inovações tecnológicas, não me sinto nada confortável ao ter que usar esta “nova” ferramenta na área das comunicações. Ou seja, não gosto de despender horas acessando a internet, conversar por MSN, CHATS, fazer uso de BLOGUES e outros do meio multimídia. Apesar de pertencer à geração “Uhuuuu... somos informatizados”, prefiro me relacionar “TET a TET” tanto no âmbito profissional quanto no pessoal.
Portanto, deixo aqui o meu corajoso desabafo (Quem em plena era digital diria que não gosta de usar meios multimídia para se comunicar, hein?). E minha primeira postagem, na esperança de reverter as péssimas notas.domingo, 17 de maio de 2009
antes tarde do que nunca!
Parece piada, mas é verdade: existe uma terapia relativamente nova que não só ajuda na cura de diversas doenças – fato cientificamente comprovado -, como faz as pessoas sentirem-se renovadas. A risoterapia, ou terapia do riso, é um método que ganhou fôlego nos anos 1960, nos Estados Unidos da América, com o médico Hunter Adams – o mesmo daquele filme Patch Adams. (Mas é também o nome de um grupo de Teatro, aparentemente).
Hoje, essa terapia é objeto de estudo no mundo todo e é também um meio para toda a área da saúde no tratamento de pacientes. Ela consiste de algo simples, mas tão simples, que chega a causar desconfiança: fazer as pessoas rirem.
Cientificamente, é comprovado que o riso traz inúmeros benefícios ao homem. Diminui o stress, impulsiona a criatividade, estimula alguns órgãos internos – como o coração -, ajuda na circulação sanguínea, estimula o sistema imunológico e ainda suaviza dores! E, claro, ele é divertido também.
Sorrir faz com que o cérebro da pessoa envie informações ao corpo para que sejam liberadas mais endorfinas no sistema circulatório – aquelas mesmas que o corpo libera quando a pessoa ingere chocolate ou faz exercícios físicos. Essas substâncias são já famosas por sua característica de acalmar o indivíduo, fazê-lo mais feliz e anestesiar dores. Por isso é tão bom comer chocolate, saímos felizes da academia e gostamos tanto de rir.
Sabendo das benesses do riso, psicólogos, médicos, psiquiatras, enfim, esses doidos do mundo inteiro resolveram criar uma terapia na qual as sessões fossem simplesmente focadas para fazer os pacientes rirem. Uma hora e meia apenas rindo e achando graça em tudo e muitos estavam curados depois de um tempo.
“Nossas atitudes são uma mera cristalização do que percebemos, sentimos e pensamos. Então, cuidar de tudo o que entra em nós, sejam os alimentos, percepções, sentimentos e pensamentos, é fazer uso de uma chave poderosa, o segredo do nosso sucesso”, é o que acha a química Conceição Trucom, que tem um grupo voltado para a risoterapia.
Segundo ela, que estuda o assunto, a terapia do riso é sutil, mas eficaz: durante o tempo em que os pacientes ficam na sala com o terapeuta, esquecem todos os problemas que possuam e apenas riem. Acham graça, são como crianças, bebês despreocupados que apenas gargalham. E Conceição ainda lembra que, etimologicamente falando, mesmo a palavra “desanimado” tem um sentido mais profundo: é alguém sem Anima, ou alma.
Mas essa terapia não consiste somente em “seções de humor” semanais. De acordo com a química, a risoterapia transforma as pessoas, fazendo-as enxergarem o mundo de forma diferente, mais otimista. Através do humor, os pacientes mudam suas percepções de mundo e destroem bloqueios psicológicos criados por uma sociedade cada vez mais mal-humorada e estressada.
Pessoas como Conceição, porém, levam a terapia do Riso para um lado mais esotérico. Existe sim essa corrente, que, dizem seus seguidores, começou na Índia com o Doutor Madan Kataria, e pode ser chamada também de Yoga do Riso. Mas há médicos mesmo (leia-se céticos) que acreditam no poder milagroso dessa risoterapia.
No Brasil, Eduardo Lambert, mineiro de Cambuí e clínico geral, é o maior expoente dessa terapia diferenciada. Para ele, não é que a anima seja deixada de lado nas sessões de tratamento, mas o importante mesmo é fazer as pessoas rirem e liberaram substâncias boas em seus corpos.
Quando alguém ri, movimenta mais de 400 músculos, oxigena os pulmões e ativa a circulação do sangue, entre outros benefícios. Isso, atrelado a outros tratamentos de pacientes com as mais diversas doenças, ajuda a agilizar a cura destas. Portanto, caracteriza o riso, de fato, como “o melhor remédio”.
“O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades”, escreveu o Dr. Lambert.
Portanto, seja pela crença, seja pelo cientificismo, rir ajuda mesmo em tudo. Agora é só levantar da cadeira e filosofar sobre "o que é um pontinho vermelho em um castelo".
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Quinta q pariu
Coloquei aqui uma pequena amostra do que foi minha decepção ontem.
Fui ao teatro, não que eu estivesse louca de vontade de assistir a essa peça, mas me convidaram e resolvi aceitar, por um motivo: O título da peça não era tão mal assim: "Quinta q pariu" e pensei que daria pelo menos algumas risadas. Mas como já disse foi uma decepção.
Os atores eram bons mas o tema não colaborou. Ao invés da qualidade eles optaram pela quantidade, e foram inúmeras pequenas entradas e saídas como estas ao longo de toda a noite. Houve um ou outro enredo que durou pouco mais de 5 minutos, mas as piadas eram todas conhecidas dando pra contar nos dedos as "boas sacadas".
Mesmo assim a plateia dava muita risada. O que me faz pensar que pode ter algum leitor que compartilhe do mesmo espírito e acabe rindo disso.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Problema de comunicação


A espera
Segunda semana de namoro. Dez minutos antes do combinado, chego à casa dela. Ela atende à porta, nossos lábios quase não se tocam no selinho que me dá. “Acabei de passar batom”, justifica.
Entro na casa, brinco com Skip, um York Shire carente que vem arranhar minha perna. Subimos as escadas. Atrasada, ela pede que eu espere na sala enquanto termina de se arrumar.
Na sala, o pai e a avó assistem a um filme policial no canal privado. Cumprimento os dois. Ele, deitado no sofá, me cumprimenta com indiferença, aumentando a falta de jeito característica da minha timidez. A avó, sentada no único assento do sofá não ocupado pelo pai, me sorri simpática. Orientado pelo primeiro, puxo uma cadeira.
O filme já estava acabando, mas o pai não ficou acordado para ver o fim, como denunciaria seu ronco. Nem eu nem a velhinha tirávamos os olhos da TV. O filme tinha acabado, e assistíamos comerciais há alguns minutos. Acho que existem poucas situações mais constrangedoras do que duas pessoas sentadas em silêncio numa sala. A cada cinco segundos, eu olho para o corredor, esperando que minha namorada esteja pronta para me tirar daquela sala escura.
Olho em volta procurando o controle remoto, que vejo embaixo do pai dorminhoco. Sem chance de pegá-lo. Depois do anuncio de toda a programação do mês e de uns dois carros de luxo, sinto um alívio quando o canal anuncia o início de outro filme. Doce ilusão. Ainda com a tela escura dos créditos iniciais, começam uns gemidos. Logo, a imagem surge com um casal nu em uma cena de sexo. Em letras vermelhas no centro da tela, o título do filme “Tramas do desejo.”
- Amor, tô pronta!
Rapidamente levanto da cadeira. Enquanto descemos as escadas, pergunto:
- Na cozinha tem TV?
-Tem. Por quê?
- Da próxima vez, te espero lá.
domingo, 10 de maio de 2009
Ojeriza pelo novo
Eu tenho uma verdadeira ojeriza pelas novidades. Ojeriza somada a um desinteresse. Estou sempre uma geração para trás e mesmo assim feliz. Passei direto pelo ICQ e fui direto para o MSN, mais sobre pressão do que por livre e espontânea vontade. Não tenho pressa pelo novo, mesmo porque ele pode ser muito complicado de entender.
Aconteceu, certa vez, de eu ter comprado um desses gravadores digitais e ter perdido uma entrevista importante com um colecionador de carros antigos que ia me ajudar com um trabalho. Perdi, inclusive, o telefone dele. Resultado? Tive que viajar para Poços de Caldas para achar o homem e pedir seu telefone de novo. Isso porque eu sabia que haveria um encontro de carros e que ele estaria lá. Que trabalho!
Ódio. Muito ódio. Foi isso o que eu senti. O aparelho pifou e não funcionava de jeito nenhum. Que raiva do aparelho (que por sinal havia custado caro) que me deixou na mão. Isso porque eu havia sido influenciado pelos meus familiares a comprar um. Que desperdício de dinheiro... (Um gravador de fita teria custado muito menos).
Decidi que gravador digital nunca mais. Sou adepto da boa e velha fita. O gravador de fita nunca me deixou na mão. Em relação a outros aparelhos, também prefiro os mais antigos. Gosto do som do vinil e o telefone com fio nunca deixou de funcionar quando não havia energia elétrica.
Reconheço a praticidade das novas tecnologias, mas prefiro ir com calma e ir me acostumando aos poucos.
Talvez daí a minha paixão por carros antigos. Eles me fascinam. É como aquela frase: "Não se fazem mais carros como antigamente". Uns vão dizer "ainda bem", mas prefiro confiar no que já é conhecido. E salvem os fusquinhas.
sábado, 9 de maio de 2009
Eu e meu Super Poder
Falando assim parece que sou o Hulk, Wolverine ou algum outro super-herói do tipo, não é? É aí que vocês se enganam. Meu único super poder é bater constantemente o dedinho do pé em todos os móveis e quinas possíveis. É por isso que eu digo que aquelas outras situações desagradáveis não me afetam tanto. O fato é que quem já topou o dedinho do pé sabe que, nos segundos posteriores à colisão, surge a pior dor do mundo.
O pior de tudo é que meu super poder normalmente dá as caras nos primeiros minutos da manhã. Depois de levantar da cama, se eu conseguir passar ileso pelo vão da porta, bato o bendito dedinho no sofá da sala ou na mesa da cozinha. Além de tudo, minha mãe sempre aperece e pergunta se doeu!
Juntando a dor da pancada com o mau-humor da manhã e a pergunta inoportuna de minha mãe, acho que posso dizer que comecei o dia com o dedinho do pé esquerdo.
fazer o quê...
Como assim???
Tem coisas que só os políticos fazem por você.
E veja bem, o cara foi Ministro da Saúde!!
Serra, que porcaria, não?
Beto e os Sinais de Pontuação
Começou a digressionar: Bacon, Jung, Goethe... Regurgitava pensadores. Vamos ao rodeio hoje? Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda. Você viu Gossip Girl ontem? Uma boa consciência é um banquete ininterrupto. O que acontece com o Beto, hein – perguntavam à meia boca seus amigos.
Tornou-se um chato, ninguém queria estar ao seu lado. Em seus poucos momentos livres, ele escrevia suas memórias, pensamentos. Teorizou e chegou à conclusão de que escrever era um ócio muito trabalhoso, parafraseando Goethe. Criou então, para que seus pensamentos perdurassem, a Teoria dos Sinais de Pontuação: as pessoas dividiam-se em pontos finais, de interrogação, dois pontos, exclamação e vírgulas.
Os pontos finais eram aqueles que não refletiam, não gastavam tempo pensando. Os filósofos e grandes pensadores eram os pontos de interrogação. Já aqueles que viviam no laissez faire, laissez passer eram os pontos de exclamação, professores eram os dois pontos e as vírgulas eram os pensadores medíocres, medianos.
Endoideceu. Ao andar na rua, ao conversar, enxergava apenas os sinais de pontuação. Oi, Beto! Oi, Exclamação. (Hã?!). Beto, você viu o Eduardo? Quem? E-du-ar-do. Aquele ponto final? Não, não vi. (?!?). Amor, vamos jantar hoje? Na realidade, você não passa de uma vírgula, precisa pensar com mais concretude.
Com o tempo, as Vírgulas, Exclamações e Pontos finais catalogaram-no: virou um trema. Viva a Reforma Ortográfica, brindaram os amigos